Aposta

Aposta para ser relembrada no futuro - como profecia ou piada - dou dois dias de vida útil ao blog; mais dois meses de UTI, degenerando aos ...

23 de jul. de 2023

João e o pé de alcatrão

Para não haver injustiça nem injusta medida: há texto para os dois, e acabou. Hoje, dia 24 de julho, é nada mais nada menos que o aniversário do redator mais sucinto e ácido deste blog, daquele que com poucas palavras (só as dispõe em maior número se compõe algum palíndromo) faz a gente rir chorando e chorar sorrindo. João. Outrora Joãozinho, veja bem. Mas ele podou o diminutivo à força durante anos; o "zinho" não combinava com o "ão" e nem com a sua postura nobre e séria. Foi indubitavelmente o primeiro de nós a virar adulto: barbudo, fumante e usuário assíduo do Status do WhatsApp. Mas para não lhe ser maldoso, João também carrega a bondade imotivada da criança e o dom dos idosos de uma boa contação de historias. Repare, ele é tão habilidoso nesse ofício que por vezes guardamos um causo ou outro só para que um ouvinte inédito possa ter a experiência de ouvi-lo em sua prosódia. Mas as melhores histórias sempre são as suas, afinal os episódios que permeiam a sua trajetória parecem ter sido inventados por Kafka, Monty Python e Walcyr Carrasco - ao mesmo tempo e sob uso de maconha. Sabemos muito sobre seus acontecimentos prosaicos, mas seu imo é mistério em versos que ainda estão por publicar. Se Capitu possui apensas os olhos de ressaca, João a possui por todo o corpo (figurada e literalmente). É Milagre do Povo, é Divino Maravilhoso... mas se eu disser isso, ele prontamente retruca: You Don't Know Me.

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