Proposições neutras
A: Olá
B: Olá
Pergunta e resposta
A: Olá, como vai você?
B: Bem.
A: O que você acha disto?
B: Acho isto.
Implicação
A: Se isto...
B: Então, isto.
Negações
A: Todo x possui propriedade y.
B: Existe pelo menos um x que não
possui a propriedade y.
A: Se chover, eu te busco.
B: Choveu e você não me buscou.
Este é o fim do capítulo de
proposições lógicas.
Nos bastidores...
A: Escute, B, eu não gostei de
uma coisa que você fez hoje e eu gostaria de conversar sobre isso.
B: O que foi, A?
A: Eu disse que todo x possui
propriedade y. Por que você disse que existia pelo menos um x que não possuía a
propriedade y?
B: Por que sim.
A: Não comece, B.
B: Comece, B.
A: Se você começar a me negar eu
paro de falar com você.
B: Eu comecei a negá-lo e você
continuou falando comigo.
A: Quem lhe deu esse poder?
B: A lógica.
A: O que você acha disso?
B: Não há o que achar. Isso é.
A: Como eu me livro disso?
B: Basta eu não ser a sua antítese.
Portanto, você não se livra.
A: Eu não aguento isso.
B:
A: Parou?
B: Não.
A: Você tem senso de humor?
B: Não.
A: Já sei! Vou seguir os passos
de Descartes.
B:
A: Olá, B.
B: Olá.
A: Se penso...
B: Então, existo.
A: Como eu disse, eu penso. E
você?
B: Eu não pens...
A: Aha!
C:
A: Parece que finalmente me
livrei disso tudo.
Pobre A... Conhecerá a solidão
agora.
A: Bom dia!
Agora, o próximo passo é a
própria negação.
A: Eu não aguento mais. Eu
preciso da antítese! É só eu não pensar.
Infelizmente você existe, A
A: Quem está falando?
Ninguém. Isso é tudo da sua mente.
A: Oh não... Não! Não!
B: Sim.
C: Não.
D: Sim.
E: Não.
F: Sim.
E assim a lógica, perversa,
escraviza e sobrevive.
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